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terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Novo: a palavra do fim de ano

Enfim, chegamos ao final de mais um ano, com conquistas, perdas e muito aprendizado. Porém, esse é um daqueles momentos em que surgem os sentimentos de renovações, seja do estado de espírito, de trabalho, de estudos, de casa, de amigos. Novos planos surgem. Aliás, essa é a palavra: novo!

É uma onda de emoções e de ideias que a gente fica perdido e não sabe quando e como dar o primeiro passo para o ano que se aproxima. Mas é simples! Primeiro, seja objetivo e claro. Escreva seus objetivos em um papel, depois analise-os e comece pelo mais viável. Mas não adianta pensar grande demais e não sair do lugar. Se você deseja ter um emprego, por exemplo, o primeiro passo é ir atrás de um! Espalhe currículos, se inscreva em agências, enfim, como for melhor para você. Mas faça! 

Em segundo lugar, seja otimista, pense sempre positivo. Tire das más situações o lado positivo, pois em tudo há aprendizado. Além disso, comemore sempre, mesmo que nas menores coisas. Foi chamado para uma entrevista de emprego? Vibre e seja positivo. Não foi selecionado? Tudo bem, nada de desânimo. Isso mostra que você é capaz e precisa corrigir o ponto em que você errou. Portanto, enxergue a vida com novos olhos. 

Aproveitando essa época de renovação, a equipe do Polpa do Cacau informa que o blog passará por boas mudanças e retornará em 2015 com muitas novidades e conteúdos exclusivos! Entraremos em recesso agora, mas desde já desejamos a todos um Feliz Natal, independentemente de religião ou crença. O importante é aproveitar essa chama do amor e se melhorar como pessoa, além de não fechar os olhos para o próximo. Desejamos também uma excelente virada de ano. Festejem com moderação e com muito brilho nos olhos.

Boas Festas!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

A violência está em nós ou nos outros?

A Bahia, com tantas belezas naturais e um povo carismático, tem sofrido com os aspectos negativos da sociedade. Ao ligar a TV nos deparamos com todo tipo de maldade humana. Na internet vemos isso de uma maneira absurdamente explícita. Nos impressos só nos chama a atenção quando é matéria de capa. Infelizmente, a violência já virou algo corriqueiro.

Não importa qual seja o continente, o país, o estado ou a cidade, é fato que a violência está presente em todo lugar. Porém, é importante destacar que, embora seja uma prática que vai totalmente contra a ética e a moral e ao respeito ao próximo, a violência, seja ela verbal, física ou psicológica, é um mal necessário. 

Necessário porque em algum momento nos leva a questionarmos sobre a importância da vida. A vida, que perante a Constituição Brasileira, é um direito nosso.


Onde está a paz, a sensatez, a sensibilidade? Trocamos isso pela frieza, pela invisibilidade dos fracos e oprimidos?

Segue abaixo um poema escrito por mim, alertando sobre esse mal que nos aflige.


Violência

Se a violência
Aonde for
É uma coisa ruim
Fique sabendo
Que a paz mora dentro de mim!

Violência leva terror
Eu não quero guerra,
Guerra gerou.
A gente morre cedo
O que estar acontecendo?

Como é difícil o coração deixar
A violência desistir e se despedir
Impossível!
Sorrir para não chorar,
Queremos amor, queremos amar.

domingo, 30 de novembro de 2014

FICC: Conhecimento através da música, teatro e literatura

Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania - FICC

A FICC  (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania), é um espaço onde jovens podem estar em  contato com a arte e a cultura, através de cursos que a Fundação oferece como: Violão, Teatro, Ballet, Bateria, Teclado, Dança de Rua, Desenho, Pintura em tela e instrumento de sopro. Os cursos fazem parte do Programa Arte e Cidadania.

Colégio Ação Fraternal de Itabuna
Ação Fraternal de Itabuna - (AFI)
Quem se interessar por algum dos cursos, devem comparecer na sede da FICC, situada na Praça da Catedral, nº 339 e apresentar o documento de identidade.

A Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania ( FICC), estará realizando entre os dias 4 a 7 de dezembro a Primeira Feira Literária de Itabuna (FELITA), será realizada no Colégio São José da Ação Fraternal de Itabuna (AFI). 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Itabuna: educação profissional ao alcance de todos com o Senac Móvel

Senac Móvel

Um dos veículos do programa do Senac Móvel está instalado na praça Rio de Cachoeira, próximo a câmara de vereadores de Itabuna, para atender pessoas interessadas em iniciar um curso profissionalizante.

O projeto viabiliza o acesso à educação profissional, com diversos cursos gratuitos ou a preços reduzidos. As unidades permitem aprendizado prático completo nas áreas de Moda e Beleza, Informática e Administração, Saúde, Turismo e Hotelaria.

O programa conta com  uma balsa-escola e 78 carretas-escolas, que levam educação profissional e ações sócio-educativas a todo o país. As carretas e a balsa são equipadas com  laboratórios, computadores conectados a internet, antena parabólica e equipamento audiovisual para tornar aprendizado prático completo.

O Senac desenvolve parceiros locais, além de ações em âmbito nacional, entre os quais destacam-se as realizadas com  prefeituras, governos estaduais, ONGs, empresas e instituições públicas, que são voltadas para fomentar a cidadania e permitir o acesso à educação profissional.


Postado por: Caliane Santos. 


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Coaraci já teve escola de samba e carnaval, sabiam?

Os festejos de carnaval já estiveram mais presentes no Sul da Bahia, e eram um tanto diferentes do que conhecemos atualmente, como os blocos de Salvador. Em Coaraci, por exemplo, as festas eram frequentes em fazendas de cacau.

Carnaval na década de 50 em Foz do Iguaçu (Imagem ilustrativa)
Para quem ainda não conhece, Coaraci é uma pequena cidade da região que teve seu surgimento em 1919, pertencente a Ilhéus naquela época. Porém, sua independência só ocorreu após sua emancipação, no ano de 1952. Durante seu período de formação, o povoado recebeu vários nomes, tais como "Beira do Rio", "Macacos", "Itacaré do Almada" e "Itacaré", recebendo por último seu nome definitivo, Coaraci.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O que a Avenida Beira Rio tem a oferecer

Durante o mês de setembro, Laércio Araújo e Marcelo Dias, graduandos em Educação Física pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), realizaram uma análise dos equipamentos de lazer público de Itabuna para atender a disciplina de Atividade de Lazer Não Escolar. E a Avenida Beira Rio, principal espaço público de Itabuna, foi o objeto de pesquisa.
Quadra poliesportiva na praça Beira Rio
Além da análise, o trabalho em questão teve como objetivo descrever as condições gerais de conservação e uso dos equipamentos de lazer. Para isso, os estudantes realizaram um registro em fotos e também um questionário para saber a opinião dos usuários.

Durante a pesquisa, a dupla observou que a avenida possui boas condições para a prática de atividades físicas, mas também viram que tais espaços públicos precisam de certos reparos para se manterem conversados. As grades de proteção das quadras, por exemplo, estão danificadas, e o calçamento para corridas de rua estão com desnivelamentos, rachaduras e buracos. 

Calçamento na Avenida Beira Rio
Outro fator observado por Laércio e Marcelo, é a falta de segurança para os pedestres, pois as calçadas são estreitas e sérios acidentes podem ser ocasionados devido a isso, além disso, há pouca iluminação que há no local, o que pode levar os bandidos a cometerem crimes contra as pessoas que por ali passam.

Vale ressaltar ainda, que a prática do ciclismo tem crescido em Itabuna. E por conta disso, foi inclusa uma faixa para os adeptos do esporte, um dos pontos positivos que os estudantes observaram. E, quanto à limpeza pública, a análise foi muito positiva também, pois nos trechos de atividades físicas da avenida não são encontradas aglomerações de lixo, possibilitando um ambiente agradável aos usuários. Mas infelizmente, não há coletores de lixos nas redondezas, o que se torna um ponto negativo tanto para a Prefeitura da cidade e para a população.

Com o fim da pesquisa, os estudantes Laércio e Marcelo concluíram que a Avenida Beira Rio é uma boa opção para a prática de exercícios físicos e lazer. Particularmente, eu observaria ainda que não há locais para a prática de patinação – que eu sou doido para fazer. Mesmo assim, vale ressaltar que a área dispõe de quadras poliesportivas e de futebol, vôlei, pista de skate, ciclovia e pistas para corrida – ou cooper para os mais cultos.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ilheense conquista medalha de ouro em Campeonato Baiano de Taekwondo

Danielle Brandão exibe a sua medalha de ouro

Nos dias 19 e 20 do mês de Outubro, a atleta ilheense Danielle Brandão disputou em Salvador o Campeonato Baiano de Taekwondo, conquistando o tetracampeonato na categoria 62 kg. A ocasião serve de incentivo para os jovens da região que também querem se dedicar ao esporte. A atleta participou do campeonato representando a Associação Leandro Ferreira, que levou 45 atletas, onde todos conquistaram medalhas nas categorias infantil, juvenil e adulto.

Danielle Brandão e seu treinador Leandro Ferreira
Danielle tem 21 anos e começou a lutar aos 17. Nesse curto período ela já conquistou diversos títulos, como a medalha de ouro na Terceira Taça Cidade de Salvador, foi bicampeã da Copa de Porto Seguro por dois anos consecutivos e ficou em terceiro lugar na Liga do Deporto Universitário no mês de abril, representando a faculdade Madre Thaís, onde cursa o terceiro semestre do curso de Administração.  Em sua terra natal, a jovem venceu o Open de Ilhéus.

A jovem tem o apoio da empresa de polpa de frutas Nutricau, que a  ajuda nas viagens. Danielle, residente no bairro do Malhado, afirma que está muito feliz com o trabalho que vem desempenhando e diz que continua treinando para conquistar mais medalhas nas próximas competições.

Texto: Thiago Rapôso


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Manzuá, a banda alternativa itabunense

Foto: Facebook da banda

E como eu já havia dito anteriormente: nem só de axé music, pagode e arrocha a Bahia vive. Por isso, resolvi falar – digitar rs – sobre a banda Manzuá, criada em 2009 na cidade de Itabuna, interior do estado.

Com músicas que dispensam rótulos, pois possuem características próprias que somente os integrantes conseguem definir, por onde passa, a banda deixa suas marcas. E com uma vasta lista de festivais que já participaram, tais como o Festival Motiva Groove, Festival Multiarte Firmino Rocha e o Intercenas Musicais do Conexão VIVO, o Manzuá segue conquistando um grande público.

Além dos festivais, a banda fez parte do projeto Memórias do Rio Cachoeira em 2011, onde foram responsáveis pela trilha sonora, musicando poemas de artistas regionais sobre o rio. Já no ano de 2012, juntamente com a poeta Daniela Galdino – da qual falarei brevemente aqui no blog – criaram o espetáculo Inúmera, onde música e poesia se misturam de maneira surpreendente.

E agora em 2014, a banda conseguiu começar as gravações do seu 1º CD, depois de diversas pessoas terem contribuindo para que o projeto fosse realmente realizado. E com certeza, as músicas alegrarão muitos ouvidos e corações apaixonados por uma boa música baiana.

Para os que gostam ou se interessaram em conhecer o Manzuá, no dia 27 de Novembro o grupo musical se apresentará no Festival Suiça Baiana em Vitória da Conquista. Você não vai querer perder, não é? Cola lá e depois conta para a gente aqui no blog.



Camaleão Laico - Manzuá
Quanto caibo em mim
Se o mundo o qual sonhava é teu
E se me acorda
Conheço o meu divã
Tal qual viagem
A amsterdã

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Existe amizade além das fronteiras?

Olá, leitores!

Com poucos amigos de verdade, desde sempre, eu me vi na necessidade de expandir meus contatos ainda na pré-adolescência. A partir de uma conexão discada, eu entrava em salas de bate-papo para interagir - no tempo em que as salas não eram para fast foda. Porém, eu não me limitava a ficar a procura de pessoas por perto. Afinal, por que fazer amizade com pessoas daqui se posso conhecer gente de outro lado do mundo?

Imagem de um perfil fake
Mas essa interatividade ficou forte na era dos fakes do Orkut. Foi uma sensação! Quem nunca teve um perfil falso e "brincou" de ser a pessoa que você sempre quis ser? Eu digo "brincar" porque a intenção não era se fingir de algo ou alguém, e sim de interpretar um papel real. Você poderia ser quem você quisesse, fosse um ator, cantor, personagem de livros, filmes ou mesmo desenho animado. Os fakes eram nossa segunda vida. Viráramos a noite só batendo papo pela rede social e pelo extinto MSN - o que era mais gostoso, pois não tinha a superficialidade que os smartphones proporcionam hoje.

Podíamos ter uma família, poderes mágicos, criar uma história, misturar mundos diferentes. A cada edição do Big Brother Brasil, por exemplo, novos perfis surgiam com as fotos dos participantes. A criatividade era incrível! A partir de prints dos brothers, poderíamos construir álbuns de fotografias relacionados aos nossos amigos. A cada série de sucesso, como Supernatural, ou Orkuts populares de playboyzinhos e patricinhas, a vida fake ia ganhando forma.

O que eu mais acho curioso, é que por mais que fosse uma "brincadeira", os sentimentos eram reais. Paixão, amor, ódio, ciúmes e várias outras emoções. No meu último perfil, por exemplo, o lance foi tão sério, que o namoro fake acabou se transformando em namoro real, porém, ainda virtual. Ela do Rio de Janeiro, e eu de Itabuna. Ela linda, loira e de uma família intere$$ante. Eu feio, bobo e pobre. De qualquer forma, seguimos adiante, mas sem imagens falsas, apenas nós mesmos. E o computador não foi o limite. Eu enviava cartas, caixas com bombons e lembrancinhas, além de fazer ligações, claro. Tudo acabou depois de seis meses. Mal conversamos hoje, infelizmente.

De qualquer forma, várias amizades verdadeiras que tenho hoje são provenientes dos fakes. Sim, eu disse verdadeiras. Sim, eu sei que não os conheço pessoalmente, mas e aí? Muitos deles me dão mais apoio do que os amigos que tenho por perto. Contudo, no ano passado eu pude concretizar uma amizade. Ainda no Orkut, mas sem fakes, fiz amizades com um grupo fã de Resident Evil. A amizade cresceu de tal forma, que um dos membros saiu de Brasília para São Paulo a fim de conhecer uma integrante do grupo. Pouco tempo depois ele foi até Minas Gerais conhecer mais um. E no ano passado eu fui até Brasília conhecer ele. Foi muito bacana! A sensação de encontrar alguém que até então só se conhecia pela internet é um tanto estranha, pois a intimidade já existia, o sentimento de irmandade já estava presente no momento do encontro.
Eu (João) com meu amigo Bhrunno em Brasília
Atualmente, mal falo com vários deles. Cada um segue sua vida real com trabalhos e estudos. Mas sempre que dá conversamos um pouco, seja no Facebook ou no Whatsapp. Uma vez ou outra no Skype. Mas o mais legal, é que eu, por experiência própria, posso dizer que sim, existe amizade além das fronteiras!

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Quem nunca brincou de ser poeta?


O livro que leva o nome de Perfil Poético, com aproximadamente 40 poemas, foi escrito por mim, com simplicidade e leveza nas palavras. Na obra independente, os poemas estão cheios de amores, desilusões e um certo erotismo de adolescente. Porém, não menos importante, temas que intrigam os jovens e trás uma reflexão a cerca de alguns temas atemporais.

O talento para a literatura surgiu ainda na minha infância, com um bloqueio que eu sentia na comunicação. Mas foi justamente na poesia que eu encontrei uma forma de ser notado ainda dentro da sala de aula, podendo compartilhar meus pensamentos e emoções. A publicação partiu de uma ideia da minha ex-professora Maria da Paz, no colégio CIOMF (Centro Integrado Oscar Marinho Falcão), em Itabuna.

Eu diria que poesia é misturar palavras, é uma arte entre duas dimensões e uma porta fechada, mas pode estar entre os dois lados.
Dentre os temas preferidos do livro, eu destaco o racismo:

Racismo

somos um país
como nada igual
um país de racista do bem ou do mal
com divergências de cores
alguém duvida dos nossos rumores
(...)
a realidade de uma vida
escravizada pelo tempo
a sociedade e racista 
escravizado o tempo inteiro
(...)
ter vergonha
e poucos sabem reconhecer
que o negro tem a oferecer.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Do Sul da Bahia para o mundo: OQuadro

Foto: Facebook - integrantes da banda OQuadro

Muitas pessoas ainda insistem em afirmar que as únicas músicas que saem da Bahia são o pagode ou o axé music. Mas temos diversos exemplos que só provam o contrário, como o Raul Seixas, a banda de rock Camisa de Vênus, que fez muito sucesso nos anos 80, e Pitty. Todos esses saíram da Bahia e ganharam fãs em todo o país.

Aqui no sul do Estado, na terra da Gabriela e do Jorge Amado, também temos uma banda que está ganhando o Brasil e até o mundo. É a banda o OQuadro, formada em 1996, com melodias que misturam hip hop, rap e até afrobeat, trazem em seu repertório músicas com letras marcantes, críticas sociais e políticas. E eu até poderia continuar o texto analisando semanticamente as letras das canções do grupo, mas irei focar em outro ponto muito mais importante: o porquê das músicas de OQuadro não tocarem nas rádios da região?

Os motivos são muitos e não poderei citar todos, pois levaria dias para isso. Entretanto, é de extrema importância tentar expor ao menos um ponto dos vários que existem. Pois, acredito que os meios de comunicação ainda não estejam interessados em músicas, filmes e livros que levam às pessoas a pensarem. Sociedade que pensa não se deixa ser oprimida. E a política que temos em nossa região, principalmente no eixo Ilhéus-Itabuna, não me deixe mentir.

Não possuímos grandes rádios na região, mas as que temos não tocam as músicas das bandas regionais que vão à contramão e produzem músicas que não estão na rotulação de arrocha, pagode ou axé. Mas, infelizmente, talvez seja interessante manter as coisas do jeito que estão. Já que o importante é lucrar, não é? Vivemos num ambiente onde o capitalismo tornou-se selvagem. E pensar, na verdade, é o menos importante.

E se você só descobriu a banda OQuadro através desse texto ou até já conhecia, vou te deixar um recado: a banda fará um show em Itacaré no dia 29 de Outubro na Cabana Corais. Você vai perder? Nem eu.

“Bem aventurados os que não morrem estagnados, benditos sejam os que evoluem...”

domingo, 12 de outubro de 2014

Crianças na cozinha, aprendizado para a vida

Os fofíssimos e saborosos cupcakes estão em alta no Brasil. Esses bolinhos americanizados enchem os olhos de qualquer um, principalmente das crianças, que enxergam um novo mundo com todo o colorido dos doces.

Crianças preparam cupcakes
Contudo, com a falta de confeitarias na região e com pouquíssimos cursos culinários (essencialmente de Gastronomia), acaba sendo mais gostoso cozinhar em casa. Por isso, aproveitando o embalo do Dia das Crianças, a Toca do Urso Brigaderia está oferecendo no Shopping Jequitibá, em Itabuna, desde o dia 1 de outubro, as oficinas Cupcakes Kids, onde os profissionais da doceria ensinam os pequeninos a confeitarem os minibolos, estimulando a criatividade e o gosto pela cozinha.

Particularmente, eu acho essa iniciativa excelente, uma vez que meninos e meninas deveriam ter este estímulo dentro de casa. Mas não pensem que as crianças devem aprender na marra como cozinhar e arrumar o lar, virando escravos, praticamente. rs. O que eu quero dizer, é que hoje em dia, com a vida corrida das pessoas, os jovens estão saindo cedo de casa, seja para estudar ou até mesmo casar. Mas e aí? Eles estão preparados para se virarem sozinhos?

Ok. Vamos retomar para as crianças. As meninas crescem aprendendo a criar o lar a partir das brincadeiras com bonecas, além de acompanharem as mães nos deveres de casa. Mas e os meninos? "Ah, isso é coisa de menina!", dizem os homens. E o que eles aprendem? A ficarem mais competitivos, agressivos e sim, machistas! Eles já crescem enxergando as mulheres como submissas. Porém, isso vale não só para o homem quanto para a família dele mesmo! Rapazes, quem nunca ouviu seus pais perguntando se a moça-pretendente é boa na cozinha, organizada, se lava e passa?
Certificado de mini-chef

Os tempos são outros! Realmente não sei como é a cultura americana ou européia, mas quando eu conheço homens desses lugares, eles sempre dizem que apreciam cozinhar. Não há problema nenhum nisso. Mas aqui nas terras tupiniquins, sabemos que o preconceito reina, infelizmente. Portanto, vejo nessas oficinas gastronômicas uma oportunidade incrível para as crianças serem estimuladas a não terem medo do fogão.

No Cupcakes Kids, cerca de 50 crianças, com faixa etária entre 5 e 12 anos, participam da oficina por dia, e cada uma tem direito a 30 minutos de aprendizado - tempo suficiente para dar um gostinho de "quero mais" e voltar a praticar em casa. A oficina vai até o dia 15 de outubro, oferecendo muita diversão e criatividade às crianças da região.

Imagens: Página da Toca do Urso