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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Cinco filmes regionais para assistir no Dia Mundial do Cinema

Imagem: retirada da internet - Dia Mundial do Cinema

O cinema, também conhecido como a sétima arte, é a paixão de muitas pessoas; e nós, do Polpa do Cacau, também amamos bons filmes. E melhor ainda quando podemos assistir a obras produzidas em nosso país. E, quando tais filmes são produzidos por nossos conterrâneos ou mostram a nossa amada Bahia, gostamos mais ainda. Por isso, para comemorar o Dia Mundial do Cinema (5 de Novembro), selecionamos cinco filmes baianos para assistir.


O Filme de Carlinhos | A história de um garoto que sonha em produzir um filme, mas é desencorajado pelo seu pai, que o obriga a estudar para ser médico. O filme tem recebido muitas críticas positivas. Direção: Henrique Filho. 
E para quem gostou do trailer e ficou na vontade de assistir o filme, temos uma boa notícia: será exibido terça-feira (11) na X Semana de Comunicação da UESC.








Joelma | O curta conta a história de Joelma, transexual que viveu na cidade Ipiaú e mudou-se para Salvador. Na capital da Bahia ela encontrou o grande amor da sua vida. Porém, logo depois, a sua vida se transforma após uma tragédia. Direção: Edson Bastos

O Nó – Ato Humano Deliberado |Tem como objetivo principal explorar e trazer à tona os suspeitos de terem “implantado” a Vassoura-de-bruxa no Sul da Bahia, o que levou diversos fazendeiros à falência. Direção: Dilson Araújo







Os Magníficos | O filme expõe a história de três fazendeiros, que por causa da Vassoura-de-bruxa viram o seu destino mudar drasticamente. O longa aborda ainda os motivos da decadência cacaueira na região e como os trabalhadores estão se reestruturando economicamente. Direção: Bernad Attal







Memórias do Rio Cachoeira | O documentário expõe as diversas faces do Rio Cachoeiras, as memórias que as águas carregam e como o rio movia a economia da região anos atrás. E especialistas explicam o porquê do rio encontrar-se tão poluído atualmente. Direção: Victor Aziz

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Vassoura-de-bruxa: onde estão os culpados?

Cacau com Vassoura-de-bruxa


O cacau é muito conhecido na Bahia, principalmente no Sul do estado, por ter sido a base da economia regional durante muitos anos. Mas o que muitos não sabem, é como tantas lavouras da fruta foram devastadas de forma tão brusca e repentina por uma praga conhecida como a Vassoura-de-bruxa.

Assim que iniciei o curso de jornalismo, um dos primeiros documentários que eu assisti na faculdade foi  O Nó – Ato Humano Deliberado, com roteiro e direção de Dilson Araújo. O longa traz relatos de fazendeiros e trabalhadores que foram prejudicados com a praga da vassoura de bruxa, mas o mais interessante, são os documentos apresentados, que provam que a praga foi introduzida no Brasil propositalmente.

Um dos principais culpados expostos no documentário é a Comissão Executiva de Planejamento da Lavoura Cacaueira, mais conhecida apenas como CEPLAC, fazendo com que diversos cacauicultores utilizassem métodos que só fortaleciam a praga em vez de matá-la. Porém, há muitos outros culpados apresentados no decorrer do vídeo que nunca foram julgados e muito menos condenados, o que me levou a ficar um pouco indignada com a omissão do judiciário em relação ao caso em meio a tantas provas que há.

Enfim, recomendo a todos que vivem aqui pelo Sul e Extremo Sul da Bahia - e os que são de outros estados também - a assistirem ao documentário e sanarem todas as dúvidas que existem em relação ao assunto.  O vídeo tem duração de 1 hora e alguns minutos, mas acredito que não será perca de tempo assisti-lo, e sim, absorver conhecimentos que nos importa muito.




quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Há quilombos em Itacaré. Você sabia?

Foto: retirada da internet 

Durante o período escravocrata, no Brasil, recebiam o nome de quilombo todo agrupamento humano que era composto por negros descendentes de africanos e/ou brasileiros que fugiam dos seus ‘donos’. A Bahia é um dos estados que mais desenvolveu quilombos e aqui no sul do estado temos em Itacaré é possível encontrar alguns.

Em 2012, assim que comecei no curso de Jornalismo, tive a oportunidade de poder conhecer um desses quilombos: O Porto de Trás. Eu, munida de pré-conceitos, fiquei pasma quando conheci o bairro quilombola, já que se trata de um quilombo em zona urbana. Foi possível conhecer pessoas em cursos de graduação, usar a Wi-Fi no Centro Cultural, foi uma recepção que não podia ser melhor, ainda tive direito a tour por todo o quilombo, onde foi possível ver até igreja evangélica, apesar de a religião predominante do quilombo ser o candomblé. Foi uma experiência única e enriquecedora.

Mas além do Porto de Trás, há ainda os quilombos Fojo, Serra de Água, João Rodrigues e Santo Amaro. Alguns em área rural e outras em área urbana. A equipe do Káwè / NEAB - Núcleo de Estudos Afrobaianos da UESC, produziu um curta metragem documental, o “Quilombos de Itacaré”, reunindo depoimentos de alguns moradores dos quilombos. O vídeo foi apresentado no I Festival da Cultura Quilombola de Itacaré em abril desse ano.


Por fim, te convido a assistir este documentário e rever seus conceitos e pré-conceitos. Além de aprender um pouco mais da cultura e história afrodescente que direta ou indiretamente faz parte de todos nós, brasileiros, nordestinos e sul baianos. Serão 21 minutos de descobertas, questionamentos ou até respostas.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

FICC exibe o filme Pulp Fiction – Tempo de Violência


Itabuna não tem mais cinema, mas felizmente, a FICC (Fundação Itabunense de Cultura e Cidadania) exibirá nesta terça-feira (7) às 19h30 o filme “Pulp Fiction – Tempo de Violência”, do diretor Quentin Tarantino. A entrada e a pipoca serão livres para o público.

O filme conta a história de dois personagens chamados Vicent Veja e Jules Winnfield, os dois são considerados assassinos profissionais e fazem serviços de cobranças para o chefe de gângster, Marsellus Wallacelonga metragem Pull Fiction teve sua produção em 1994, e é considerado um dos grandes sucessos do diretor Tarantino.

Classificação Indicativa: 18 anos

Assista ao trailer: 


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Venha descobrir quais são as "Memórias do Rio Cachoeira"

Foto: Victor Aziz

E quando pensamos na cidade de Itabuna lembramos de que? A primeira coisa da qual eu me lembro é o rio Cachoeira e acredito que você também, nem que seja da sua poluição, não é? Então, mas por aqui mesmo, tem uma galera bem legal que resolveu pesquisar e documentar as outras faces desse rio antes dele ser poluído. Em como era lavar roupa naquelas águas claras, se alimentar dos peixes que ali viviam, erguer casas com a areia da sua margem e até mesmo beber aquela água. Sim, era possível beber a água do rio Cachoeira.

Apesar de parecer algo bem longe da nossa atual realidade, mas há poucos anos atrás o rio Cachoeira era sinônimo de vida. E no documentário “Memórias do Rio Cachoeira”, com direção e roteiro do Victor Aziz, são abordadas todas essas questões através de depoimentos de quem vivenciou a época em que o rio movia a economia itabunense e influenciava a cultura da cidade. Além de levar a população a obter respostas sobre o porquê do rio hoje encontrar-se tão poluído por meio de entrevistas feitas com diversos especialistas.

E a música? Ah, a trilha sonora fica por conta da banda Manzuá, com poemas de artistas regionais musicados pela banda que se encaixam perfeitamente nas imagens do documentário como se tivessem sido feitos um para o outro. E então, você que está aí e sempre se pergunta o porquê do Cachoeira estar tão poluído, te convido a assistir esse longa e tirar algumas, senão todas, essas dúvidas. Vem! Serão 59 minutos muito bem aproveitados. Eu te garanto.